Segunda - Sexta 08:00 às 18:00 e sábado 08:00 às 12:00

Este exame é realizado a partir dos mesmos blocos de parafina utilizados no exame histopatológico, sem necessidade de nova coleta.

A hibridização in situ é uma técnica que utiliza sondas de DNA ou RNA com sequências complementares específicas para detectar alterações genéticas ou agentes infecciosos diretamente no tecido, preservando a arquitetura histológica. Essa abordagem permite a identificação precisa de amplificações gênicas, rearranjos, deleções e material genético de microrganismos.

O sinal é evidenciado por sistemas de detecção cromogênicos (CISH) ou fluorescentes (FISH), possibilitando a visualização das alterações ao microscópio com alta sensibilidade e especificidade.

Quando integrada à análise morfológica, a técnica amplia significativamente a acurácia diagnóstica, com impacto direto na classificação tumoral, definição prognóstica e escolha terapêutica.

Além da avaliação de alterações genéticas, a hibridização in situ também permite a detecção de agentes infecciosos no tecido, com destaque para a pesquisa do Epstein-Barr virus por EBER-ISH, amplamente utilizada no diagnóstico de linfomas e neoplasias associadas ao EBV.

Principais aplicações:

  • Pesquisa de amplificação do gene HER2 – câncer de mama e gástrico
  • Pesquisa de amplificação do gene MYCN – neuroblastoma
  • Pesquisa de amplificação do gene EGFR – câncer de pulmão
  • Pesquisa de amplificação do gene MDM2 – lipossarcoma
  • Pesquisa de deleção 1p/19q – gliomas/oligodendrogliomas
  • Pesquisa de rearranjo do gene ALK – neoplasias pulmonares e outras
  • Pesquisa de rearranjo do gene ROS1
  • Pesquisa de rearranjo do gene RET
  • Pesquisa de rearranjo do gene TFE3 (Xp11)
  • Pesquisa de rearranjo do gene EWSR1 – sarcoma de Ewing/PNET
  • Pesquisa de rearranjo do gene SS18 – sarcoma sinovial
  • Pesquisa de rearranjo do gene FOXO1 – rabdomiossarcoma alveolar
  • Pesquisa de rearranjo CIC-DUX4
  • Pesquisa de rearranjos envolvendo BCL2, BCL6 e MYC – linfomas
  • Pesquisa da translocação IGH/CCND1 t(11;14) – linfoma do manto
  • Pesquisa da translocação IGH/BCL2 t(14;18) – linfoma folicular
  • Pesquisa de agentes infecciosos, com destaque para EBV (EBER-ISH)
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